segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sim, eu ando meio perdida por aí, ando no sentido literal de andar... tropeço em calçadas que não possuem nenhum degrau ou relevo, tropeço nos meus próprios pés. É que ando sem olhar pro chão na maioria das vezes, me ensinaram nessas revistas, nas rodas de amigos e programas sobre auto-estima que o primeiro passo pra "sair fora" é andar por aí com os ombros bem erguidos, a cabeça lá em cima, como uma forma de mostrar ao mundo que "eu sou superior". Mas sinto muito, não sou. E nem pretendo... sou humana, meu bem, e isso basta. Toda vez que eu tropeçava, descobria mais uma vez que não me enquadro nesse modelo que tanto me cobram ser. Não sei ser uma pessoa sem coração, não sei amar pela metade, não sei fingir que não dou a mínima quando por dentro tem um megafone gritando "Ei, por favor, me dá um pouco de atenção... vê se entende que eu me importo com você, e até demais".
Afinal, do que adianta rir o dia todo, brincar, me divertir de todas as formas possíveis, entrar pra novos projetos, começar mudanças internas e externas(quem sabe...), ir a bares com os amigos nas sextas, encher a cara pra "esquecer os problemas", escrever textos impessoais, ouvir músicas que nada tem a ver comigo, conhecer os mais variados tipos de caras existentes- e desistentes também, diga-se de passagem-, assistir a comédias e não a romances... se no fim do dia, da semana, do mês, acabo sempre do mesmo jeito, jogada na cama, contando cada segundo na tela do celular, a espera de um sinalzinho sequer. Se a cada nova descoberta não posso ligar pra dizer o quanto foi empolgante começar o primeiro estágio,ou como é linda a nova música daquela banda, quem sabe até dizer o quanto foi chato o bar da última sexta com os amigos, e no fim das contas rir disso tudo, porque quando a gente conversa com quem ama tudo parece virar piada, é divertido, até as brigas, as crises de ciúme, um dia viram as mais engraçadas lembranças que serão contadas numa roda de amigos confraternizando sabe-se lá o quê, a vida talvez, o amor, a união... e o quanto é bom ter alguém ao seu lado e não precisar conviver nos dias com todos aqueles sentimentos desagradáveis: tristeza, saudade, frieza... O quanto seria bom não precisar ser melhor que ninguém, e mostrar a quem quisesse ver como é lindo e doce o seu coração, e como é igual a todos: também precisa de amor, carinho, atenção e alguém pra partilhar cada pedaço do dia numa fuga insaciável daquilo que vem nos perseguindo o tempo inteiro- a solidão.

Um comentário:

  1. Que lindo Alana! Lindo. É como se dissesse o que meu coração diz.. O que meu coração grita.. e ecoou no seu texto. Linda ♥

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